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LUGAR DE CRIANÇA É NA BIBLIOTECA: PEQUENOS GUARDIÕES DA ANCESTRALIDADE PLANTA SEMENTES DE RESPEITO, MEMÓRIA E ESPERANÇA
Lançamento literário na Biblioteca Central dos Barris emocionou o público com contação de histórias, apresentação dos personagens, reconhecimento institucional e um convite especial: levar as famílias de volta às bibliotecas.
Por Eunice Espínola
Publicado em 08/10/2026 17:13
MUNDO NEWS

Salvador, 8 de outubro de 2026 — Há livros que chegam às mãos. Outros chegam ao coração. E há aqueles que nascem para abrir caminhos, despertar perguntas e transformar o modo como enxergamos o mundo.

 

Foi com esse espírito que o Instituto Helenas Não Se Calarão (IHNSC) realizou, em 7 de outubro, na Biblioteca Central do Estado da Bahia, nos Barris, o lançamento do livro infantil Pequenos Guardiões da Ancestralidade – Sementes da Árvore Sagrada, de autoria da jornalista e escritora Eunice Espinola, com edição da Stella Brasil Edições.

 

Mais do que uma celebração literária, o encontro representou um chamado à valorização das bibliotecas, da infância, da memória ancestral e da Cultura do Respeito.

 

A mensagem que atravessou o lançamento foi simples e poderosa:

 

LUGAR DE CRIANÇA É NA BIBLIOTECA!

 

Quando a história ganha voz, a infância ganha asas

 

Um dos momentos mais significativos da programação foi a contação de histórias conduzida por Selma Santiago e Maria José Matos.

 

Com sensibilidade e envolvimento, as narradoras deram vida ao universo dos Pequenos Guardiões, aproximando o público de uma narrativa que convida crianças e adultos a reconhecerem suas raízes, respeitarem as diferenças e compreenderem que cada pessoa carrega uma semente capaz de transformar o mundo.

 

A literatura deixou de ser apenas palavra impressa. Tornou-se encontro, escuta, emoção e possibilidade.

 

Porque uma história contada com afeto não termina quando a voz silencia. Ela continua dentro de quem a ouviu.

 

O momento mágico: quando os personagens conquistaram o público

 

Houve um instante em que a magia da literatura pareceu ultrapassar as páginas do livro.

 

Foi durante a apresentação dos personagens de Pequenos Guardiões da Ancestralidade, quando o público foi convidado a conhecer suas identidades, seus valores e as sementes simbólicas que cada um representa.

 

Não se tratava apenas de apresentar figuras de uma história infantil. Era uma experiência de aproximação com sentimentos, diferenças, memórias e ensinamentos que fazem parte da formação humana.

 

A apresentação despertou uma reação especialmente significativa de Monique Reis, representante da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (SEPROMI).

 

Sensibilizada pela experiência, Monique destacou que nunca havia presenciado, em lançamentos de livros dos quais participou, uma apresentação dos personagens daquela maneira.

 

A observação conferiu ainda mais significado ao momento.

 

Ali, o público não estava apenas conhecendo uma obra. Estava sendo convidado a entrar nela.

 

Os Pequenos Guardiões deixaram de ser somente personagens ilustrados para se tornarem símbolos de pertencimento, ancestralidade, diversidade, respeito e esperança.

 

Naquele momento, cada personagem apresentou sua semente. E cada pessoa presente foi convidada a descobrir a sua.

 

Heraldo Gonçalves: a sensibilidade de conduzir uma história coletiva

 

O cerimonial esteve sob a responsabilidade do jornalista, radialista e secretário-geral do IHNSC, Heraldo Gonçalves.

 

Sua participação foi fundamental para estabelecer uma conexão entre os diferentes momentos da programação, preservando a sensibilidade, a organização e o significado da celebração.

 

Mais do que apresentar convidados ou anunciar atividades, Heraldo conduziu uma narrativa coletiva, aproximando instituições, educadores, famílias e participantes do verdadeiro propósito do encontro.

 

Sua condução reforçou a mensagem de que a educação pode transformar realidades quando encontra espaço para o diálogo e o respeito.

 

Vozes que fortalecem o presente e inspiram o futuro

 

A participação de Tamikuã Pataxó, Ouvidora-Geral do Estado da Bahia, trouxe ao encontro uma contribuição marcada pela importância da escuta, da ancestralidade e do reconhecimento dos povos originários como parte viva da nossa história.

 

Sua fala fortaleceu a proposta de uma literatura que valoriza identidades, memórias e o direito de cada criança reconhecer suas origens com dignidade.

 

Outro momento especial foi a participação da Embaixadora Mirim do IHNSC, Rillary Castro Oliveira.

 

Sua presença e sua voz simbolizaram aquilo que o projeto deseja cultivar: crianças e adolescentes que não sejam apenas espectadores das transformações sociais, mas participantes de uma cultura construída sobre respeito, consciência e pertencimento.

 

A infância não é somente o futuro. Ela tem voz, sentimentos e lugar no presente.

 

Eunice Espinola e a coragem de lançar um livro que não será vendido

 

À frente desse encontro esteve Eunice Espinola, presidente fundadora do Instituto Helenas Não Se Calarão e autora da obra.

 

Sua fala apresentou a essência de uma escolha que desperta curiosidade:

 

Por que lançar um livro infantil que não estará à venda?

 

Porque o objetivo não é transformar a história em mercadoria, mas fazer dela um caminho para as bibliotecas.

 

A proposta é que crianças e famílias procurem os Pequenos Guardiões nos espaços de leitura e, ao encontrá-los, descubram também outros autores, outros mundos e centenas de histórias esperando para ser lidas.

 

É um convite para devolver à biblioteca seu lugar de encontro, descoberta, convivência e formação cidadã.

 

A obra também amplia a missão do IHNSC, que atua na prevenção à violência doméstica e familiar por meio da educação, do diálogo e da conscientização.

 

Prevenir a violência é também ensinar o respeito antes que a violência aconteça.

 

E esse aprendizado pode começar com uma história, uma pergunta, uma criança e um livro aberto.

 

Uma lembrança para plantar: quando a literatura se transforma em vida

 

Entre os gestos simbólicos que marcaram o lançamento, um deles trouxe uma mensagem especialmente delicada e significativa.

 

Os presentes receberam um card ilustrado, produzido em papel-semente de tomate, convidando cada participante a levar para casa não apenas uma lembrança do encontro, mas uma experiência de cuidado, paciência e transformação.

 

A iniciativa reforçou também a mensagem central do projeto: os livros não serão comercializados. Estarão disponíveis nas bibliotecas, onde poderão ser descobertos por crianças, famílias e educadores.

 

O pequeno cartão representou, assim, um convite duplo: plantar uma semente na terra e cultivar o hábito da leitura.

 

Ao apresentar essa proposta, a autora Eunice Espinola resumiu, em uma frase, a essência da experiência:

 

“Plante tomate e descubra qual semente você é!”

 

Mais do que uma lembrança, o papel-semente tornou-se uma extensão simbólica da própria obra.

 

Porque, assim como uma semente precisa de terra, água, luz e cuidado para germinar, o respeito, a ancestralidade, a empatia e o conhecimento também precisam ser cultivados.

 

O livro pode terminar na última página, mas aquilo que ele planta em nós pode continuar florescendo por toda a vida.

 

O encantamento de Marcos Viana: quando a beleza de um livro desperta novos leitores

 

Entre as manifestações que marcaram o lançamento, ganhou especial significado a fala de Marcos Viana, diretor da Biblioteca Central do Estado da Bahia – Barris.

 

Encantado com a qualidade editorial e a riqueza das ilustrações de Pequenos Guardiões da Ancestralidade – Sementes da Árvore Sagrada, o diretor destacou a importância da apresentação visual da obra como elemento capaz de despertar o interesse pela leitura.

 

Em sua avaliação, o cuidado com as ilustrações e a qualidade do livro constituem um atrativo não apenas para as crianças, mas também para os adultos, aproximando diferentes gerações do universo literário.

 

O reconhecimento ganhou significado especial por partir de quem convive diariamente com a missão de preservar, compartilhar e democratizar o acesso aos livros.

 

Sua manifestação fortaleceu a essência do projeto idealizado por Eunice Espinola: fazer da literatura infantil uma ponte entre crianças, famílias e bibliotecas.

 

Afinal, um livro que encanta os olhos pode despertar a curiosidade. E a curiosidade pode abrir as portas para uma vida inteira de leitura.

 

É esse o convite dos Pequenos Guardiões: venha viajar com sua família. O destino é a biblioteca!

 

Um projeto que encontrou instituições dispostas a fortalecê-lo

 

A produção da obra foi viabilizada por meio de projeto contemplado em edital da Veracel Celulose, iniciativa que tornou possível sua publicação e distribuição gratuita.

 

O Instituto Helenas Não Se Calarão registra seu agradecimento à Veracel Celulose, reconhecendo a importância do incentivo à literatura infantil e à ampliação do acesso à leitura.

 

À Fundação Pedro Calmon e à Biblioteca Central do Estado da Bahia – Barris, o Instituto expressa especial gratidão pela acolhida e pelo fortalecimento de um propósito comum: aproximar crianças, famílias e educadores dos livros e dos espaços públicos de leitura.

 

Durante o lançamento, a doação de 50 exemplares à Biblioteca Central simbolizou esse compromisso.

 

São livros destinados a circular, a passar de mão em mão e a encontrar muitas infâncias.

 

A presença de representantes da Defensoria Pública da Bahia, SEPROMI, AJEB-BA, AJEJURIDICO, Biblioteca Monteiro Lobato, Projeto Arte Geração e Casa de Umbanda Pai Oxalá e Mãe Yemonja, além de profissionais da Biblioteca Central, convidados e integrantes do IHNSC, conferiu ao encontro uma dimensão coletiva.

 

Cada presença representou mais do que prestígio institucional. Representou a possibilidade de ampliar diálogos, construir pontes e fortalecer a compreensão de que educação, cultura, diversidade e respeito são responsabilidades compartilhadas.

 

Venha viajar com sua família. O destino é a biblioteca!

 

Pequenos Guardiões da Ancestralidade – Sementes da Árvore Sagrada convida crianças e adultos a uma viagem pela memória, pela natureza, pelas diferenças e pelos valores que sustentam a convivência humana.

 

A Árvore Sagrada simboliza a ligação entre aquilo que fomos, aquilo que somos e o futuro que desejamos construir.

 

Suas sementes nos lembram que respeito, cuidado, empatia, pertencimento e esperança precisam ser cultivados todos os dias.

 

E a biblioteca é um dos lugares onde esse cultivo pode florescer.

 

Leve sua família à biblioteca. Apresente esse universo às crianças. Permita que elas escolham uma história, façam perguntas e descubram que ler também é uma forma de conhecer a si mesmas.

 

O lançamento terminou, mas a verdadeira viagem está apenas começando.

 

Do livro para a biblioteca.

Da biblioteca para a criança.

Da criança para a família.

E da família para uma sociedade que aprende a respeitar.

 

Porque toda criança é uma semente. Toda história pode transformar o futuro.

 

E, depois de tantas vozes, encontros e emoções, fica a pergunta que os Pequenos Guardiões desejam levar a cada leitor:

 

QUE SEMENTE VOCÊ É?

 

Realização: Instituto Helenas Não Se Calarão – IHNSC

Autoria: Eunice Espinola

Edição: Stella Brasil Edições

Projeto contemplado pelo Edital Veracel Celulose

Fotografia: Bruno Lustosa/ Ricardo Oliveira

Matéria: Eunice Espinola DRT BA 5569 

 

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