Enfrentamos a hiperinflação, mudamos de moeda, consolidamos direitos constitucionais, ampliamos programas sociais e reformulamos o sistema previdenciário.
O salário mínimo passou por diferentes períodos de valorização. A estabilização monetária modificou a relação dos brasileiros com o dinheiro. A pobreza monetária apresentou reduções importantes, enquanto o mercado de trabalho registrou avanços e crises.
Mas os números também revelam desafios.
A informalidade permanece elevada, milhões de brasileiros enfrentam dificuldades econômicas e as desigualdades regionais continuam expressivas.
Na Bahia, os indicadores de desemprego, renda e informalidade demonstram que os avanços nacionais não chegam à população de maneira uniforme.
Ao longo dessas quatro décadas, governos de diferentes orientações políticas participaram da construção, ampliação e reformulação de direitos e políticas públicas.
Nenhum partido pode reivindicar sozinho a autoria de todas as conquistas brasileiras.
Também não podemos confundir o crescimento nominal dos salários com aumento do poder de compra, nem a redução do desemprego com garantia de trabalho digno.
O compromisso do jornalismo é apresentar fatos, contextualizar indicadores e permitir que a sociedade forme suas próprias conclusões.
A verdadeira medida do desenvolvimento de um país não está apenas nos números da economia, mas nas condições concretas de vida de sua população.
Direitos sociais são conquistas da cidadania. Sua preservação e efetividade devem ser compromissos permanentes do Estado brasileiro.
Eunice Espínola
Jornalista DRT BA 5569
Stella Brasil Comunicações