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Agosto Lilás termina. O compromisso com o respeito, não.
Instituto Helenas Não Se Calarão encerra o mês reafirmando que prevenir a violência exige informação, educação, diálogo e uma rede presente durante todo o ano.
Por Eunice Espínola
Publicado em 31/08/2026 03:14
MUNDO NEWS

 

Agosto chega ao fim, mas a violência contra as mulheres não acompanha o calendário. Por isso, para o Instituto Helenas Não Se Calarão, encerrar o Agosto Lilás significa, sobretudo, reafirmar um compromisso que vem sendo construído desde 2023: trabalhar para que a violência encontre cada vez menos espaço para nascer.

 

Ao longo de sua trajetória, o Instituto tem levado informação, palestras, rodas de conversa, campanhas e ações educativas a mulheres, crianças, adolescentes, famílias e comunidades, fortalecendo a prevenção e a construção de uma verdadeira Cultura do Respeito.

Essa caminhada também é feita por uma expressiva rede de voluntários diretos e indiretos, parceiros, educadores, profissionais e instituições que compreendem que nenhuma transformação social se constrói sozinha.

Casa da Voz: quando conhecimento se transforma em instrumento de prevenção

O Casa da Voz tornou-se uma das expressões desse compromisso. Em suas primeiras 15 edições, mulheres de diferentes áreas aceitaram compartilhar conhecimento, experiências e reflexões sobre direitos, Justiça, segurança pública, saúde, educação, políticas para as mulheres, cidadania e prevenção.

O Instituto registra seu reconhecimento a Leidiene Queiroz, Carla Sandra Vieira, Hilmara Santana, Magnovanda Paim, Dra. Juliana Fontes, Tamikuã Pataxó, Zazá Souza, Dra. Lorena Pacheco, Deyse Luciano, Anaraildes da Silva, Dra. Fernanda Lordelo, Hérica Sampaio Barboza, Dra. Larissa Moitinho, Dra. Clarice Pimentel Aragão e Dra. Sara Gama Sampaio.

Cada uma trouxe uma contribuição particular. Juntas, ajudaram a construir a identidade de um programa que acredita que informação de interesse público não deve permanecer restrita a gabinetes, instituições ou especialistas: precisa chegar às pessoas.

Às quatro convidadas que participaram da programação do Agosto Lilás, fica um agradecimento ainda mais especial. As transmissões terminaram, mas o conhecimento compartilhado permanece como memória e conteúdo disponível à sociedade.

Chegar antes

Depois de quatro anos de atuação, uma convicção se fortalece: não basta discutir apenas o que fazer depois que a violência acontece.

É preciso falar de educação, infância, família, respeito, limites, cidadania e convivência.

É preciso entrar nas escolas, dialogar com as comunidades e fortalecer a articulação com a rede de proteção. A aproximação com espaços educacionais, como o Colégio Estadual de Tempo Integral Barros Barreto, reafirma essa direção.

Também é nesse horizonte que se insere Pequenos Guardiões da Ancestralidade, iniciativa literária que aproxima infância, identidade, memória, pertencimento e respeito, ampliando o olhar do Instituto sobre a educação como instrumento de transformação.

Setembro começa. O trabalho continua.

O Agosto Lilás cumpre uma função indispensável ao colocar a violência contra as mulheres no centro do debate público. Mas talvez seu maior desafio comece justamente quando agosto termina.

O que faremos com tudo aquilo que discutimos durante este mês?

Para o Instituto Helenas Não Se Calarão, a resposta está na continuidade.

Continuar informando.

Continuar educando.

Continuar mobilizando.

Continuar construindo pontes.

E, principalmente, continuar chegando antes.

“Não queremos apenas enfrentar a violência. Queremos ajudar a construir uma sociedade onde ela encontre cada vez menos espaço para nascer.”

— Eunice Espinola, presidente e fundadora

O lilás deixa o calendário.

O respeito precisa permanecer.

Instituto Helenas Não Se Calarão

Desde 2023, plantando o respeito.

#ÉPorRespeitoQueLutaremos

Jornalista Eunice Espinola DRT BA 5569

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