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Prevenir antes que a violência aconteça
Instituto Helenas Não Se Calarão destaca importância da nova lei de Salvador
Por Eunice Espínola
Publicado em 18/08/2026 20:23
MUNDO NEWS

 

Instituto Helenas Não Se Calarão defende que a inclusão do enfrentamento à violência contra a mulher no calendário oficial seja acompanhada por educação preventiva, articulação da rede e ações permanentes durante todo o ano.

A instituição, em Salvador, do Dia Municipal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e à Discriminação de Gênero, celebrado em 25 de novembro, representa mais um instrumento para ampliar a conscientização da sociedade sobre uma realidade que não pode ser naturalizada.

Para o Instituto Helenas Não Se Calarão (IHNSC), entretanto, a força de uma data oficial está principalmente na capacidade de transformá-la em mobilização, educação e prevenção permanentes.

Há quatro anos, o Instituto desenvolve ações voltadas à promoção dos direitos humanos, à prevenção da violência e ao fortalecimento da cultura do respeito. Com atuação itinerante, realiza atividades em Salvador e também em municípios do interior, incluindo o Sul e o Extremo Sul da Bahia.

Palestras, workshops, rodas de conversa, cartilhas, campanhas educativas e ações de conscientização realizadas em escolas, bibliotecas, shoppings, espaços públicos e comunitários fazem parte dessa trajetória.

Prevenir é melhor que remediar

O posicionamento do IHNSC parte de uma premissa simples:

quando falamos de violência, prevenir significa educar para o respeito antes que seja necessário intervir.

As políticas de enfrentamento, proteção e responsabilização são indispensáveis. Mas é igualmente necessário atuar sobre comportamentos, relações, preconceitos e formas de discriminação que podem anteceder diferentes manifestações de violência.

Por isso, além da importância simbólica do 25 de novembro, o Instituto defende que a prevenção esteja presente durante os 365 dias do ano, envolvendo poder público, escolas, famílias, empresas, universidades, organizações sociais e comunidades.

Da experiência ao Programa Cultura do Respeito

As ações preventivas não representam uma nova área de atuação do IHNSC. Elas fazem parte de sua trajetória.

O que muda, neste novo momento, é a forma de organizá-las.

As atividades que anteriormente eram realizadas a partir de diferentes temáticas passam a ser reunidas sob o Programa Institucional Cultura do Respeito, dando unidade, continuidade e planejamento ao trabalho já desenvolvido.

Estruturado em encontros bimestrais, o programa pretende ampliar o diálogo com a rede de proteção, compartilhar boas práticas e aproximar sociedade civil, poder público, instituições de ensino, empresas, profissionais e comunidades.

A conquista do Selo Lilás também reforçou para o Instituto a responsabilidade de avançar nesse trabalho e buscar maior integração com as políticas e instituições responsáveis pela proteção das mulheres.

Uma responsabilidade coletiva

O IHNSC entende que nenhuma organização, isoladamente, conseguirá enfrentar um problema tão complexo quanto a violência contra as mulheres.

Por isso, coloca-se à disposição para somar às iniciativas do poder público, participar de ações educativas e contribuir, dentro de sua área de atuação, para fortalecer a prevenção e aproximar informação e rede de proteção da população.

Inspirado diariamente por sua patronesse, Helena Arminda de Carvalho, o Instituto reafirma que seu propósito não se limita a falar sobre a violência depois que ela acontece.

“Não queremos apenas combater a violência. Queremos ajudar a construir uma sociedade onde ela encontre cada vez menos espaço para nascer.”

A criação de uma data municipal é uma conquista. O desafio que se apresenta agora é fazer com que a conscientização gerada por ela ultrapasse o calendário e se transforme em comportamento, educação, políticas públicas e compromisso coletivo.

Para o Instituto Helenas Não Se Calarão, é aí que a verdadeira transformação começa:

o respeito precisa chegar antes da violência.

Instituto Helenas Não Se Calarão
É por respeito que lutaremos.

Eunice Espinola DRT BA 5569

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