MENU
Flores Que Curam” transforma memória, ancestralidade e fé em patrimônio cultural no Museu de Arte da Bahia
Salvador recebeu, nesta quarta-feira (12), a abertura da exposição que celebra os saberes ancestrais, a tradição de Omolu e a força das comunidades de terreiro.
Por Eunice Espínola
Publicado em 12/08/2026 22:51
MUNDO NEWS

 

 

O Museu de Arte da Bahia (MAB), no Corredor da Vitória, em Salvador, abriu suas portas na noite desta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, para a exposição “Flores Que Curam”, iniciativa da Associação Mesa de Ogans Oficial que reúne fotografia, memória, religiosidade, patrimônio e ancestralidade.

 

A mostra apresenta um acervo documental e fotográfico relacionado ao “Ritual Omolu: Saúde e Esperança de um Povo junto às Casas de Candomblé”, iniciativa desenvolvida em parceria com terreiros baianos e surgida durante o período mais crítico da pandemia de Covid-19.

 

Mais do que uma exposição fotográfica, “Flores Que Curam” propõe um encontro entre o espaço museológico e os conhecimentos preservados pelas comunidades tradicionais de matriz africana, reafirmando a importância dos terreiros como lugares de memória, resistência, cuidado, identidade e transmissão de saberes.

A simbologia do deburu

 

Um dos elementos centrais da exposição é o deburu — a pipoca sagrada presente nos rituais ligados a Omolu/Obaluaê. A mostra leva para o museu elementos associados ao Sabejé, ritual público de cura, estabelecendo um diálogo entre fé, patrimônio cultural imaterial e memória coletiva.

 

A exposição tem coordenação geral de Júnior Aficodé (Joseval do Espírito Santo Silva Junior), especialista em Patrimônio Cultural, e curadoria do museólogo Antônio Marcos de Oliveira Passos. A narrativa visual reúne registros dos fotógrafos Robson Maciel, Lucas Obá Izo e Cristian Dessa.

 

Participam da iniciativa comunidades tradicionais como Ilê Axé Obá Afonjá Alafin Oyó, Unzó Mutalecí Raízes da Gomeia, Ilê Axé Oiá Dejí, Casa de Sultão e Ilê Axé Ogunja Tiluaê Orubaia, ampliando a representatividade e a dimensão coletiva do projeto.

Cultura que precisa ser preservada

 

A abertura realizada nesta quarta-feira representa também um importante movimento de valorização, preservação e difusão das tradições afro-brasileiras.

 

Ao ocupar um dos importantes espaços museológicos da Bahia, “Flores Que Curam” contribui para que conhecimentos historicamente preservados pela oralidade e pelas comunidades de terreiro sejam reconhecidos também como parte fundamental do patrimônio cultural brasileiro.

 

A iniciativa foi contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB Bahia), por meio do Edital nº 15/2024 – Lygia Sampaio, ligado à política de dinamização de museus. Documentos oficiais da PNAB registram a Associação Mesa de Ogans Oficial e o projeto “Exposição Flores Que Curam” entre os selecionados.

 

Para quem não participou da abertura, a oportunidade continua: “Flores Que Curam” permanece em cartaz no Museu de Arte da Bahia até 12 de setembro, com entrada gratuita.

 

Serviço

Exposição: Flores Que Curam

Local: Museu de Arte da Bahia (MAB) – Corredor da Vitória, Salvador/BA

Período: 12 de agosto a 12 de setembro de 2026

Entrada: gratuita

Jornalista Eunice Espinola DRT BA 5569

Stella Brasil Comunicações — Cultura, memória e informação que conectam histórias.

Comentários

Chat Online